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O
ANJO
SKINHEAD
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Era uma vez um jovem universitário
chamado George que pensava saber tudo. Uma certa noite,
depois do jantar, George começou uma discussão com seu
pai. A argumentação começou quando o jovem estudante
tentou explicar para seu pai que como raça branca, eles
deveriam ser responsáveis por todos os males que eles
tinham infligido sobre os não-brancos através da
história. George explicou: Por causa do racismo
europeu, nós roubamos a terra dos índios, nós
mantivemos os negros na escravidão, nós perseguimos os
judeus, e nós poluímos o ambiente. Nós temos sido
racistas opressores por milhares de anos, portanto é
mais do que justo que nós paguemos reparações
econômicas para todos os danos que nós fizemos ao
mundo. Eu estou satisfeito de ver que nós estamos
terminando nossa dominação econômica e política sobre
os povos oprimidos.
O pai de
George estava chocado com tal discurso. Quem
colocou essa maluquice comunista-rosa em sua cabeça,
filho? Será que foi algum dos seus professores
universitários hippies de sandálias que te ensinou
isso?, o pai perguntou.
Ao que o filho respondeu: Esta é a verdade, pai.
Meu professor de antropologia, Dr. Irving Silverstein,
diz isso. Ele deve saber bem. O Dr. Silverstein é um
Ph.D. muito respeitado. Gente da sua geração
simplesmente não entende porque vocês foram criados em
uma sociedade branca supremacista e racista. É esse o
motivo pelo qual eu passei a admirar o Dr. Rev. Martin
Luther King como o maior homem da história
norte-americana. Ele se levantou contra os racistas de
sua geração. Por causa dele, minha geração de jovens
brancos é completamente indiferente e cega para cor de
pele.
O pai respondeu enraivecido: Isso é ridículo! Eu
sempre pensei de forma justa e fui tolerante com pessoas
de todas as origens e raças. Eu nunca oprimi
ninguém, e além disso, não há nada de errado em ter
orgulho de seu próprio povo, incluindo o povo de raça
européia. Sua raça está no seu sangue. É como uma
extensão de sua família biológica, e você deve se
orgulhar de sua herança e identidade européia, como
todos os outros grupos raciais na América do Norte se
orgulham das suas próprias heranças e identidades.
Porquê é OK para eles terem um forte senso de
identidade racial, mas é maligno para nós europeus nos
sentirmos da mesma maneira?
O jovem
intelectual riu de seu pai. Que isso,
pai, isso é o tipo de besteira que Hitler tentava
vender. Essas atitudes racistas foram desacreditadas há
muitos anos atrás. Há somente uma raça, e essa é a
raça humana. A diversidade é a nossa grande força. As
diferenças nas chamadas raças são tão
insignificantes quanto diferenças em umbigos. E além
disso, as estatísticas da ONU agora mostram que as
baixas taxas de natalidade brancas, junto com o fato de
vivermos numa sociedade multicultural, significará que
europeus e sua cultura etnocêntrica e racista irá
desaparecer até o final deste século, disse o
jovem George.
Ficando vermelho de raiva, o pai gritou: Você é
um cliché ambulante, sabia disso filho? E você acha que
é uma coisa boa que os povos europeus do mundo irão se
apagar e deixar de existir? O jovem George respondeu:
Eu acho que é ótimo! Isso vai significar o fim do
racismo e o fim do ódio. Pra começar, os povos
oprimidos do mundo estariam muito melhor se nós racistas
brancos europeus nunca tivéssemos existido.
De
repente houve uma rajada de um vento frio, uma explosão,
e uma enorme nuvem de fumaça. Quando a fumaça abaixou,
George se encontrava sozinho e perdido num campo aberto
no frio. Um anjo chamado Clarence então apareceu a ele e
disse Bem George, você conseguiu seu desejo.
George
perguntou: Onde eu estou? O que eu estou fazendo
aqui? E quem é você?
O anjo respondeu, George, eu sou o anjo
Clarence. Eu fui mandado aqui para mostrar para
você como o mundo teria sido se os europeus, ou brancos,
nunca tivessem existido. Agora você vive em um mundo
onde europeus nunca existiram.
Oh.
Isso é legal. Eu não vou ter nenhum problema com
adaptação porque eu não tenho um osso racista sequer
em meu corpo. E quando eu voltar para o meu mundo, eu vou
poder contar para meu professor e meus amigos o quão
legal é era este mundo não-racista. Olha, eu estou
congelando aqui. Onde que é o motel mais próximo?
Motel?, respondeu o anjo. Não existe
nenhum motel aqui onde uma vez foi chamada América do
Norte. Mas há algumas cavernas ali naquelas montanhas
onde você pode encontrar abrigo.
Cavernas? De jeito nenhum cara. Eu quero uma cama
quente bem legal pra dormir.
Eu acho que você não entendeu, George. Não há
quaisquer construções ou edificações aqui na América
não-branca porque os malignos europeus nunca vieram aqui
para construí-las. Os brancos jamais existiram, se
lembra? Os nativos vivem em tendas. Você gostaria de se
encontrar com alguns índios locais? Talvez eles deixem
você ficar numa tenda.
Numa tenda? Mas está uns 12 graus abaixo de zero
aqui fora? ... Ah, tudo bem. É melhor do que uma
caverna, eu acho. Vamos falar com esses índios....
Espera um minuto, estes índios são amigáveis ou
hostis?
Porquê,
George? Essa é uma questão racista pra se perguntar.
Só porque alguns índios eram selvagens brutais que
escalpelavam vivas suas vítimas, não quer dizer que
todos eram assim, disse o anjo, sarcasticamente
Eu sei disso, Clarence. E eu não sou um racista.
Eu odeio racismo. Mesmo assim, eu me sentiria mais seguro
se eu pudesse ter uma arma pra me defender se eles se
mostrassem violentos.
Arma?, respondeu o anjo. Não há quaisquer
armas pra você se defender. Armas de fogo foram
inventadas por europeus malignos. Apesar de que
poderíamos fazer uma lança com aqueles galhos
ali.
Isso
é trabalhoso demais. Me dê um telefone então. Eu vou
ligar para os índios pra perguntar se está OK.
Telefone?, respondeu o anjo. Não há
telefones aqui. Alexander Graham Bell foi um outro homem
branco maligno, portanto ele nunca existiu. Nenhum
europeu lembra-se?. Esqueça isso
então, respondeu George. Eu vou dormir na
porcaria da caverna.
Ao chegar na caverna, George tremia de frio e pediu ao
anjo por um isqueiro para que ele pudesse fazer uma
fogueira. Um isqueiro?, respondeu
Clarence. não há isqueiros aqui, e nem fósforos.
Essas são coisas européias, e europeus malignos nunca
existiram, lembra-se? Se você quiser se aquecer, você
vai ter que fazer como fazem os nativos locais e começar
a esfregar galhos de madeira juntos.
Oh,
que isso cara! Você quer me dizer que essa gente ainda
esfrega galhos pra ter fogo?
É isso mesmo, George. Os índios vivem exatamente
como eles viviam antes dos malignos pioneiros e colonos
chegarem da Europa, da mesma forma como a alguns séculos
atrás, disse o anjo sarcasticamente.
Eu me recuso a ficar nessa caverna gelada e eu
tenho certeza que eu não vou conseguir fazer uma
fogueira com gravetos, e eu me recuso a dormir numa
tenda. Eu vou pra América do Sul. Eu ficarei melhor num
clima mais quente, e eu vou me adaptar rapidamente a
grande civilização inca que eu aprendi na faculdade.
Como racistas europeus como Colombo, Cortez e Pizarro
nunca existiram, os incas ainda estarão lá... Eu
preciso de um carro.
Carro? respondeu o anjo. Não há
carros aqui. Daimler e Benz, os malignos alemães
inventores da máquina de combustão interna, nunca
nasceram, nem Henry Ford. Não há quaisquer estradas
também. Este é um mundo sem europeus malignos,
lembra-se?
Sem carros! Ah, então eu vou ter que pegar um
trem.
Não há trens também neste mundo, George.
Europeus malignos não vieram aqui para construir
locomotivas ou descobrir os vários usos do carvão, do
óleo e do gás, ou construir trens ou colocar ferrovias.
Mas eu vou deixar você ter uma pequena ajudinha. Segure
firme no meu manto mágico e nós vamos voar para o
sul.
George
tocou o manto do anjo e eles voaram para o sul até que
eles chegaram em uma cabana de lama abandonada no meio do
território inca. George estava agradecido pelo clima
mais quente, mas não demorou muito pra ele começar a
reclamar do calor e da umidade.
Clarence, essa cabana é uma latrina, e eu estou
suando um rio aqui. Me dá um ar-condicionado, por
favor.
Ar-condicionado?, respondeu o anjo.
Não há ar-condicionados aqui. Ar condicionado e
refrigeradores eram invenções criadas por homens
brancos malignos.
O quê?!! Você quer me dizer que no ano 2002 esta
gente ainda não inventou uma forma de mantê-los
frescos, ou de manter sua comida gelada? Perguntou
George, frustrado.
Não,
George, eles não inventaram. E eles nunca
inventarão.
Isso é ridículo. Vamos para a cidade principal
pra ver o Imperador. Eu não posso viver dessa forma.
Onde tem um carro... ah, esqueci... sem carros! Saco, eu
vou andando mesmo. Vamos lá.
Depois de andar pela selva por cerca de uma hora ou mais,
começou a ficar escuro. George então pediu a Clarence
pra lhe dar uma lanterna, para que ele pudesse ver.
Lanterna? Desculpe George, mas Thomas Edison foi um
homem branco maligno também
e ele nunca nasceu.
Há alguns galhos bons ali se você quiser fazer uma
tocha.
Isso
nem pensar!, George gritou.
Pela
manhã, Clarence e George chegaram ao templo dos incas.
Um sangrento sacrifício humano estava sendo conduzido.
George se virou para Clarence e gritou, Eles vão
assassinar aquela pobre alma! Alguém tem que parar isso.
Que animais assassinos horríveis! Será que ninguém
pode detê-los?
O anjo
respondeu: Eu receio que não. Assassinatos rituais
são costume comum aqui. Aqueles malignos europeus
racistas como Colombo, Cortez e Pizarro nunca existiram,
por isso os incas continuaram suas práticas brutais. De
fato, foram os próprios povos oprimidos que se tornaram
o grosso das forças armadas espanholas. O povo viu os
espanhóis como libertadores que iriam livra-los dos
incas opressores e dos dominadores astecas e lhes dar uma
vida melhor.
Eu não posso culpá-los de ajudar os espanhóis
então. Esse lugar é horrível. Me tire dessa merda
já!, disse George.
Pra onde você gostaria de ir? Clarence
perguntou.
George
disse: Me leve pra África, talvez lá exista uma
civilização mais avançada e humana na qual eu possa me
encaixar. Onde é o aeroporto mais próximo?
Ah, eu esqueci
Sem irmãos Wright (ou Santos
Dumont, note of translator ; nota do tradutor), disse
George. Que tal um barco?
Barcos?,
respondeu o anjo. Eu receio que os melhores
barquinhos disponíveis pra você não te ajudarão muito
pra cruzar o vasto Oceano Atlântico. Os grandes
marinheiros vikings e navegadores Europeus nunca
existiram. Nem Fenícios, nem Leif Eriksson, nem Henrique
o navegador , nem Colombo, nem Magalhães, nem Hudson ou
Robert Fulton. Mesmo se você pudesse construir seu
próprio navio, não haveria bússola para você navegar,
nem sextante. Eu receio que você vai ficar preso aqui,
George.
Posso tocar em seu manto e voar para a África
então?, perguntou George.
Você está trapaceando de novo, George, mas tudo
bem. Toque meu manto e nós voaremos para a
África.
Quando
eles chegaram na África, George viu milhares de nativos
tribais africanos, semi-nus sendo conduzidos num caminho
lamacento. Eles eram vigiados por outros africanos com
lanças. O que eles estão fazendo com esses pobres
homens? George perguntou a Clarence.
Eles estão sendo escravizados por outra tribo. A
escravidão era comum na África muito antes dos brancos
chegarem, Clarence disse. De fato, a maioria
dos escravos que foram mandados para a América eram
vendidos aos traficantes de escravos por líderes tribais
africanos.
Isso é muito triste, disse George.
Eu queria encontrar Martin Luther King. Como seu
assassino branco nunca existiu, esse grande homem deve
ainda estar vivo. Ele provavelmente é um grande chefe
tribal em algum lugar e líder de uma civilização
avançada. Ele irá libertar esses escravos de seus
mestres africanos. Leve-me a ele, Clarence.
Clarence
levou George até uma pequena oca no fundo do coração
da África. As mulheres e crianças nuas olhavam para
George com espanto. Os homens jovens estavam fora numa
caçada e os homens velhos ficavam pra trás. George foi
levado para a pequena e enlameada cabana do
doutor-feiticeiro tribal e líder espiritual. Lá ele viu
um homem com um olhar selvagem, com um colar de dentes em
seu pescoço e um enorme anel enfiado através de seu
nariz. Que merda é essa? George perguntou.
Conheça
o Doutor-feiticeiro Matunbo Lutamba Kinga, Clarence
disse. Ele nunca se tornou o reverendo Martin Luther King
porque nunca houve universidades ou seminários
construídos para educa-lo. Europeus nunca estiveram lá
para criar tais oportunidades. Mas ele se tornou o chefe
espiritual da tribo. E ele se especializou em lançar
feitiços malignos. Talvez ele possa ajuda-lo?
O doutor
feiticeiro olhou com espanto para George. Ele então fez
um gesto ordenando seus seguidores a prender o jovem
George. Os homens da tribo agarraram George e amarram-no
em uma árvore próxima.
Pare! Me deixe ir. O que eles vão fazer
comigo? gritou George histericamente.
Eles vão realizar um assassinato ritual em você,
George. O bom doutor King... quero dizer, Kinga
acredita que cortando seu coração fora enquanto você
ainda estiver vivo vai trazer boa sorte e fertilidade
para sua tribo, riu Clarence.
Clarence! Clarence! Me ajude Clarence! Me
ajude!
Mas George, você me disse que você queria vir
para a África e encontrar seu herói, o reverendo
King.
George
disse: Esta parte da África não se desenvolveu
ainda. Eu posso ver isso agora. Leve-me para o Norte da
África, onde o Egito e Cartago estabeleceram grandes
civilizações. Só me tira daqui, por favor.
No momento em que a lança do doutor estava por arrancar
o coração de George, George desapareceu no ar. Ele
então se achou no meio das margens do rio Nilo, no
Egito.
Obrigado, Clarence. Obrigado, disse George.
Eu não entendo, Clarence. Porquê tantas partes do
mundo permanecem tão brutais e primitivas? Eu aprendi
durante o Mês da História Negra sobre muitos inventores
e cientistas negros talentosos. Garrett Morgan, George
Washington Carver, Benjamin Banneker, Granville Woods. E
então também sobre o Dr. Carson, o proeminente
cirurgião cerebral nos Estados Unidos. Onde estão esses
homens?
Clarence
respondeu: Você não entendeu ainda? A
América e a África existem exatamente como elas eram
antes que os Europeus as tivessem descoberto. A
civilização como você conheceu só foi introduzida a
esses povos apenas a alguns séculos atrás pelos
europeus. Não existem universidades, hospitais, nenhum
meio de transporte diferente de animais, nenhuma
ciência, nenhuma medicina, nenhuma máquina. De fato, a
roda ainda nem foi descoberta na África sub-saariana!
Aqueles cientistas, inventores, doutores, atletas, e
apresentadores de que você fala nunca tiveram a
oportunidade de realizar seu potencial inteiro porque os
europeus nunca estiveram aqui pra introduzir a alta
civilização e os ensinar. Não há George Washington
Carvers neste mundo não-europeu, nem Dr. Carsons, nem
Booker T. Washingtons, nem Benjamin Bannekers, nem
Michael Jordans, nem Oprah Winfreys, nem Bill Cosbys,
nem...
Pare!
Isso não pode ser!, gritou George. Vamos
andar para as grandes pirâmides do Egito agora e eu vou
lhe mostrar uma das grandes maravilhas do
mundo.....construída por não-brancos.
Eles andaram algumas milhas antes que George
parasse e perguntasse onde que ficava o banheiro mais
próximo. Banheiros?, perguntou o anjo.
Não há banheiros ou mictórios neste mundo.
Esgoto foi desenvolvido por europeus malignos. O povo
neste mundo não-branco ainda se alivia nos matos.
Clarence se virou para que George pudesse fazer suas
necessidades. Eu preciso de um papel
higiênico, George disse.
Papel higiênico?, respondeu o anjo.
Não....
Eu sei. Eu sei. Papel higiênico não foi inventado
ainda. Apenas me passe um trapo então.
Clarence obedeceu e os dois continuaram em seu caminho.
Eu não entendo. De acordo com minhas lembranças
das aulas de geografia, as grandes pirâmides deveriam
estar bem perto deste ponto. Nós devíamos poder ve-las
a milhas de distância, disse George.
Bem, George, tenho certeza que seus professores na
faculdade nunca lhe disseram isto, mas os antigos
egípcios não eram negros ou marrons. Eles eram
caucasianos. Os antropólogos que examinaram as múmias
egípcias confirmam este fato. Não existem pirâmides ou
Esfinge. E os cartagineses eram brancos também.
George
ficou deprimido, mas ele estava determinado a provar suas
crenças. O que há na Europa?, ele
perguntou.
A Europa se tornou povoada por hunos e outras
tribos asiáticas. Eles se estabeleceram um pouco, mas a
vida é muito parecida com a vida na América do Norte.
Uma existência nômade baseada em caça e coleta de
comida. Nenhuma grande cidade, nenhuma ciência, nenhum
edifício ou construção, nenhuma cultura, nenhuma arte
fina só uma luta dura e diária contra a vida e
os elementos da natureza. Numa Europa sem brancos
malignos, o Império Romano nunca existiu, como também
nunca existiram os gregos. Também nunca houve
Renascença.
Leve-me
para a Ásia então. Certamente as grandes civilizações
da Pérsia, Índia, China e Japão irão me
satisfazer, disse George. Clarence, para o
Taj Mahal, por favor. O Taj Mahal?,
respondeu o anjo. Você não sabia que as antigas
civilizações persas e indianas foram estabelecidas por
antigas tribos indo-européias que cruzaram os Himalaias?
Foram eles que civilizaram a Índia e construíram o Taj
Mahal. Aquelas são as grandes civilizações que Marco
Pólo, Colombo e outros estavam procurando. Você sabia
que o nome Irã vem do persa terra dos
Arianos?
George disse: Não venha me dizer que os indianos
eram homens brancos! Isso não pode ser. No mundo de onde
eu vim, eu conheci muitos indianos e eles não eram
brancos!
Clarence
explicou: A medida que os séculos passaram, os
indo-europeus que criaram a civilização indiana se
misturaram com as maiorias nativas que povoavam o
sub-continente indiano. Gradualmente passou a haver menos
e menos gente branca maligna até que eles desapareceram
completamente, junto com a avançada civilização que
eles construíram. Você pode notar que ainda existem
alguns poucos indianos e paquistaneses de pele clara e
cabelos mais claros no mundo de onde você veio,
claro.
George ficou preocupado. Ele sabia que ele nunca poderia
se encaixar no mundo primitivo e cruel em que ele havia
sido jogado. De repente, ele pensou no Japão.
Japão! Eu vou mostrar pra você agora, Clarence.
Me leve para o Japão. Se o povo japonês pode fazer TVs
e câmeras, então tenho certeza de que eu encontrarei
uma civilização decente onde eu possa viver.
Clarence
transportou George para o Japão. George observou que a
sociedade japonesa era a mais ordeira, avançada e civil
que ele já tinha visto até então, mas parecia que
quase todo mundo era ou um agricultor de arroz, um
pescador ou um soldado. Não havia carros, nem
arranha-céus, nem luzes, nem estéreos, nem ciência,
nem tecnologias, nem universidades. Era uma sociedade
agrícola estagnada que parecia ter alcançado seu nível
máximo e incapaz de mover-se adiante. George sabia que
ele não podia viver lá também.
Clarence explicou para George: Até mesmo os
industriosos povos japoneses e chineses tiveram que
depender dos malignos europeus para construir a Ásia
moderna que você tem em mente. Neste mundo, o Japão
existe exatamente como ele existia antes dos navios
norte-americanos do Commodore Perry chegassem ao Japão
na década de 1850. Não há indústria, nem tecnologia,
nem Fuji Film, nem Sony, nem Hitachi, nem Panasonic, nem
Toyota, nem restaurantes de Sushi, nem baseball, nenhum
dos ornamentos ou confortos da vida moderna. Estas coisas
não existem no Japão ou em qualquer outro lugar porque
os europeus não estiveram lá para cria-las e
compartilha-las com o resto do mundo. Você gostaria de
uma tigela de arroz, George?
George começou a se sentir mal, tanto em seu corpo
quanto em sua mente. Não somente ele estava deprimido,
mas a exposição aos ásperos elementos da natureza o
tinha deixado fisicamente doente. Clarence, eu acho
que peguei algum tipo de doença. Eu devo ter alguns
antibióticos.
Antibióticos?
Não há...
Cala essa sua boca, chega! Então me leve
para o mundo como ele era!
Desculpe George. Eu não estou autorizado a fazer
isso. Somente meu chefe pode atender a esse pedido.
Clarence disse a ele: Você vê, George. Seu pai
estava certo. Você realmente tinha uma raça
maravilhosa. Você não vê que erro imbecil é se
envergonhar e se sentir culpado por sua própria raça, e
deixa-la desaparecer e morrer? Este é o mundo que seria
sem a chama criativa de Edison e Ford, e Pasteur, e
Marconi. Sem grandes cientistas, ou matemáticos, ou
inventores, ou finos artistas. Sem Arquimedes, sem
Aristóteles, sem Sócrates, sem Alexandre o Grande, sem
Renascença, sem Newton, sem Kepler, sem Goddard, sem
Mendel, sem Tesla, sem Faraday, sem Guttenberg, sem
Shakespeare, sem Dickens, sem Twain, sem Mozart, sem
Beethoven, sem Da Vinci, sem Michelangelo, sem Galileu,
sem Copérnico. Sem Veneza, sem Paris, sem Lisboa, sem
Madrid, sem Zurique, sem Berlim, sem São Petersburgo,
sem Budapeste, sem Roma, sem Milão, sem Viena, sem
Londres, sem Nova York, sem Rio, sem Sidney. Sem
orquestras, sem museus, sem universidades, sem hospitais,
sem bibliotecas, sem teatros ou cinemas, sem rádio, sem
livros, sem televisão, sem eletricidade, sem
refrigeração, sem aquecimento, sem esgoto, sem casas,
sem aço, sem estádios, sem vacinas, sem carros, sem
aviões, sem trens, sem navios, sem dentistas, sem
cirurgiões, sem computadores, sem telefones, e mais
importante sem o gênio criativo para ser achado
que pudesse criar e sustentar tal alto nível de
civilização. Não há nada neste povo deste mundo para
que seja construído. É somente a luta diária pela
subsistência. Um planeta brutal onde poucos povos que
não estão mirados para a ignorância e escuridão
eternas alcançaram seu pico de civilização e não
estão avançando adiante.
Clarence
então começou a ensinar o jovem homem doente e
deprimido por sete dias exatos. Ele mostrou tudo.
História, ciência, economia, filosofia, arte,
literatura, música fina, arquitetura, medicina,
política, agricultura, religião e todas as criações e
contribuições que os povos europeus tinham feito em
todos os campos imagináveis do empenho humano. George
ouviu atentamente a cada palavra. Ele se sentiu como um
homem que tivesse renascido.
Depois dessa aula, o anjo Clarence voou de volta para o
céu. Eu espero que você tenha achado educacional
tudo isto, e eu espero que você tenha aprendido uma
lição importante. Aproveite o seu mundo, George!,
debochou o anjo ao sair.
George
começou a chorar como uma criança. Era o ano 2002 e ele
estava sozinho e com fome em um mundo atrasado onde
europeus nunca tinham existido. Ele gritou para as
estrelas: Por favor, Deus. Eu vejo quão imbecil eu
fui. Eu entendo agora o que meu pai estava tentando me
dizer. Eu quero voltar para o mundo de onde eu vim. Um
mundo onde os europeus não somente existiram mas
abençoaram o resto da humanidade com sua habilidade
criativa única. Eu quero viver num mundo civilizado. Por
favor Deus!... Me mande de volta!... Me mande de
volta!... Deus, por favor.
De
repente, George foi transportado de volta ao seu
dormitório da universidade. Embriagado de alegria,
George pulou para o chuveiro antes que ele pudesse até
mesmo tirar suas roupas.
Água quente! E sabão! A vida é
maravilhosa!, ele gritou.
Os
colegas do mesmo andar que George olharam para ele como
se ele estivesse louco. George! Você ficou
louco?, perguntou um colega perplexo.
Não meu amigo, eu não estou fora de meus
sentidos. Eu passei a percebe-los!, George
respondeu. George então começou a cantar músicas
folclóricas clássicas Européias no chuveiro.
Milagrosamente, ele era capaz de cantar em muitas
línguas diferentes. Ele cantou O Sole Mio em
italiano, Amazing Grace em inglês, Gloire
Immortelle em francês, Das Ist Der Tag em
alemão, e também canções e valsas belgas, espanholas
e francesas. Lágrimas de alegria começaram a rolar por
sua face. A música degenerada do hip-hop e rap tinha
perdido todo seu apelo para o jovem George.
Depois
de seu banho, George dirigiu até um restaurante próximo
e pediu duas entradas. Uma era Lasanha e a outra era uma
deliciosa Veal Marsala. Com sua comida italiana, ele
acompanhou uma salada grega com azeitonas espanholas e
molhos russos, bebeu uma garrafa de vinho francês,
seguido por uma sobremesa alemã. Ele terminou sua
refeição com um copo de chá quente.
George disse alto: Esses povos europeus e sua
deliciosa cozinha. Clarence estava certo afinal. Que
raça maravilhosa!
George
estava feliz, mas ao mesmo tempo ele percebeu que havia
muito trabalho para ser feito. Ele pensou em toda aquela
gente branca na Rodésia e na África do Sul que estavam
sendo assassinada e estuprada desde que eles tinham
deixado o controle daquelas nações que tinham sido
criadas por europeus. Ele pensou nos muitos milhares de
brancos qualificados que tinham sido passados para trás
em bons trabalhos e na entrada das universidades por
causa das cotas raciais que discriminam contra europeus.
Ele pensou sobre as taxas de natalidade em queda entre
todas as nações européias do mundo. Ele lembrou que os
europeus estavam caindo em números ano após ano, mesmo
enquanto suas próprias nações estavam sendo inundadas
com imigração do terceiro mundo. Ele lembrou do
veredito de O.J. Simpson e como milhões de negros nos
Estados Unidos comemoraram quando o brutal assassino
duplo foi libertado por um júri negro depois que ele
esfaqueou dois brancos até a morte. Ele lembrou as
revoltas de Los Angeles em 1992, quando dúzias de
brancos foram arrastados de seus veículos e mortos como
cachorros nas ruas por hordas de monstros odiadores de
brancos que nunca sequer foram punidos! Ele lembrou o
tempo quando Jesse Jackson liderou um coro na
Universidade de Stanford: "Hey Hey Ho Ho, Western
Civ. has got to go!" (Ei, Ei, Ho, Ho, A
civilização ocidental tem que partir!). Seu sangue
europeu começou a ferver em legítima indignação
quando ele lembrou como Jesse Jackson uma vez disse que
ele cuspia na comida de pessoas brancas quando ele era um
jovem funcionário de restaurante. George agora entendia
que sua raça estava em rota de colisão com um desastre
mundial e com o genocídio. George percebeu que esta
grande raça não deve desaparecer da face da terra.
George
não podia esperar mais para ver seu pai. Ele esperava
ansiosamente para abraçá-lo e se desculpar de todas as
coisas imbecis e desrespeitosas que ele tinha dito a ele.
Mas primeiro George tinha que acertar uns pontos com um
certo professor da faculdade. Ele entrou no auditório do
Dr. Silverstein e silenciosamente sentou-se em uma
cadeira no fundo da sala. O Dr Silverstein estava
discursando com sua voz anasalada sobre desigualdades
raciais e de gênero nas civilizações eurocêntricas.
Era o velho Silverstein. Os colegas brancos
impressionáveis de George, com suas calças largas,
roupas de hip-hop e bonés de baseball virados para trás
estavam engolindo todas as pílulas de veneno de
Silverstein, uma após a outra. Depois de deixar
Silverstein cuspir seu veneno cultural por cerca de 15
minutos, George levantou a mão para que ele pudesse dar
ao professor uma amostra de sua nova mente educada.
George?
É você? Eu lembro de você do último semestre. Eu não
tinha percebido que você estava aqui hoje. Eu não
consegui reconhecer você nessa camisa e gravata, e sem
seus brincos. Você deve ter gostado do meu curso tanto
que se inscreveu de novo, não é? Classe, eu gostaria
que conhecessem George. Ele foi um dos meu alunos mais
brilhantes no último semestre. Ele realmente pegou as
idéias apresentadas neste curso. George, poderia ter a
gentileza de dizer a minha classe sobre aquela sua
brilhante tese que você escreveu sobre racismo europeu,
imperialismo e a necessidade de reparações
financeiras?
Foi nesse instante que o jovem George perdeu a paciência
com o professor, pego de surpresa.
BASTA! Seu maldito conspirador! Seu fabricante
desonesto de falsidades! Seu provedor covarde de
propaganda rosa! Como você ousa tentar corromper e
manipular nossas jovens mentes com suas mentiras imundas.
Nós europeus não temos nada para nos envergonhar, nada
para nos desculpar e tudo para nos orgulhar. E acima de
tudo, nós não devemos a ninguém porcaria nenhuma
nem um centavo! Muito pelo contrário, é o resto
da humanidade que nos deve uma dívida que nunca poderá
ser paga! Nós somos os legítimos herdeiros e protetores
de uma rica herança cultural. Seu manipulador rasteiro!
Nós somos os filhos dos Romanos, filhos dos gregos, dos
Celtas, dos Vikings, dos Normandos, dos Saxões. Porquê
você inflinge vergonha e culpa sobre nós? Nós europeus
não somente contribuímos para a civilização... NÓS
SOMOS A CIVILIZAÇÃO! E eu declaro que eu não vou mais
tolerar seus intelectuais cabeça de merda
tentando rebaixar nossa raça. Nunca mais nós andaremos
em ovos quando nós falarmos, sempre temendo que possamos
ser chamados de racistas. Eu não me importo
mais com o que os outros pensam.Tudo o que importa é a
verdade que você tem procurado perverter!
Qual é a sua, afinal? Porquê você tenta
corromper meus jovens colegas ao empurrar falsos heróis
garganta abaixo deles? Chega de seus joguinhos marxistas
de dividir e conquistar, seu comunista rosa subversivo!
Eu não quero mais saber sobre Martin Luther King, Jesse
Jackson, Al Sharpton ou Mês de História Negra. Eles
não conseguiriam fazer nada sem as instituições da
alta civilização criada pelos povos europeus. Eu vou
contar a verdade para esta classe sobre quem foram os
verdadeiros grandes homens da história os
estadistas, cientistas, exploradores, monarcas,
navegadores, conquistadores, inventores, artistas,
escritores, filósofos europeus os gênios
inovadores da história que você e sua laia tem apagado
de nossas memórias coletivas. Você fala sobre um mundo
liberado de influência européia? Permita-me contar aos
seus estudantes sobre tal mundo, Silverstein, porque eu
posso falar de experiência própria, seu monstro
miserável conspirador!
Silverstein ficou branco como um fantasma. Ele estava
paralisado, em choque e sem fala pela primeira vez em sua
carreira! Nunca em todos os seus anos na Universidade um
estudante tinha ousado tão claramente desafiado suas
falsidades. Falando do coração, assim como da mente, e
com uma eloqüência que ele nunca pensou que eu pudesse
ter, George começou um monólogo de 60 minutos sobre
história, ciência, filosofia, cultura e todos os outros
atributos que constituem a civilização avançada. Os
jovens estudantes ficaram cativados pela brilhante
oratória de George. Muitos chegaram as lágrimas. Ao
final de seu discurso, os colegas re-despertos de George
estavam aplaudindo sua fala. A classe deu uma enorme
ovação e o agradeceu por ajuda-los a redescobrir e
exigir de volta seu senso de orgulho e sua identidade
perdida. O poder implacável da verdade dissolveu anos de
truques de culpa marxistas, auto-ódio, covardia e
lavagem cerebral cultural em apenas uma hora
inesquecível. Os estudantes inspirados começaram a sair
rapidamente da aula de Silverstein, jogando seus bonés
de hip-hop e baseball e seus brincos de nariz nele
enquanto eles saíam e prometiam nunca mais voltar. Eles
levantaram George em seus ombros e o carregaram do
auditório como um herói conquistador. Com um brilho em
seus olhos, George olhou para o céu, piscou e disse
Obrigado, Clarence.
O Dr. Silverstein foi deixado para trás humilhado e
visivelmente abalado. Ele sabia que esses jovens europeus
re-despertos nunca mais poderiam ser lavados
cerebralmente novamente com politicamente
correto e culpa branca. O maior medo de Silverstein
era que mais desses jovens europeus pudessem um dia
re-despertar e tomar sua nação e sua civilização de
volta dos Silversteins do mundo.
Silverstein
estava preocupado, mas ele permaneceu confiante de que a
maioria dos jovens homens e mulheres nunca aprenderiam a
verdade sobre seu passado glorioso e suas habilidades
criativas únicas. Afinal, a mídia de massa, Hollywood,
a indústria musical, as universidades e as escolas
públicas são todas controladas por liberais
como o Dr.Silverstein. Com o poder do politicamente
correto em suas mãos, eles podem continuar a
rebaixar nossos ancestrais europeus, destruir nossas
instituições e tradições, instigar negros e outras
raças contra os brancos, inundar a América do Norte com
imigração do terceiro mundo, e empurrar música
hip-hop, homossexualismo, e outros lixos em
uma juventude fraca, confusa e moralmente degenerada.
Depois de refletir sobre esses fatos, Silverstein sorriu
diabolicamente e murmurou para si próprio: Um
punhado dessas ovelhas européias podem acordar para o
que está sendo feito contra eles, mas a maioria desses
idiotas nunca irá acordar. E ele sorriu
novamente... e riu com uma alegria diabolicamente
marxista. Então ele repetiu para si mesmo: Não...
eles nunca vão perceber e entender até que seja tarde
demais.
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